6 dicas para fazer o seu planejamento tributário corretamente

Como fazer um planejamento tributário que vise a economia no pagamento de impostos, ao mesmo tempo em que se cumpre a lei? É sobre isso que o artigo de hoje trata. Confira!

Postado por Equipe tryideas, 30-03-2021 - 05:08

6 dicas para fazer o seu planejamento tributário corretamente

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Como fazer um planejamento tributário que vise a economia no pagamento de impostos, ao mesmo tempo em que se cumpre a lei? É sobre isso que o artigo de hoje trata. Confira!

Realizar um planejamento tributário eficaz é, sem dúvidas, um passo essencial em prol de garantir o sucesso de qualquer instituição. Isso porque, além de economizar no pagamento de tributos, a organização preza pela legalidade do processo, uma vez que a legislação tributária é respeitada.

Dessa forma, o planejamento tributário tem a função de evitar perdas financeiras com o alto custo de receita pagos ao fisco. Receitas estas que podem, muitas vezes, serem deduzidas ou até mesmo, isentas.

O que é planejamento tributário e por que fazê-lo?

O planejamento tributário nada mais é que uma maneira legal de a empresa reduzir a alta taxa de impostos pagas aos órgãos fiscais. São um conjunto de estratégias de médio e longo prazo, as quais envolvem diversos setores do estabelecimento, sempre visando a  economia da companhia.

Essa organização fiscal ajuda a empresa a adquirir novos equipamentos e soluções, facilitando o crescimento do negócio, dada a redução no número de saídas com pagamento de alíquotas. Porém, nem sempre o empresário tem o conhecimento sobre como efetivar uma organização de modo a não ter prejuízos e ficando em dia com os entes governamentais.

Pensando nisso, foi que preparamos estas 06 dicas para que você, gestor, junto de sua equipe contábil, possam implantar um planejamento de tributos eficiente. Confira!
 

1. Fique atento à legislação

Essa dica é a primeira justamente porque é a mais essencial, ou seja, é um pré-requisito para todas as outras.

Quando falamos de prestar atenção a legislação, estamos falando em não realizar qualquer procedimento ilegal, que fira os princípios fiscais. A forma mais conhecida de ilegadade é a sonegação de impostos, uma prática que além de criminosa, configura muitas vezes, em uma falta de organização por parte do empreendedor, uma vez que pode ocorrer devido à desantenção, no qual pode ocasionar na omissão de algum dado, o que não deixa de ser ilegal.

Ainda que menos “agressiva”, a omissão de tributos tem muito haver com o desconhecimento do gestor perante a legislação tributária do país. E esta falta de entendimento não é só prejudicial no sentido de gerar multas, mas também na falta de direcionamento em relação ao cumprimento das metas a curto, médio e longo prazo.
 

 

2. Conheça a legislação fiscal

Partindo do fato que é essencial ao gestor possuir um conhecimento básico sobre os impostos do país, é vital que ele procure se inteirar a respeito dessas obrigações.

Entre esses tributos, destacamos o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), o COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), o IRPJ (Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas), o ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e o CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

Lembrando que estas não são as únicas contribuições fiscais existentes, mas sim as que mais incidem sobre as empresas brasileiras. Como cada um desses tributos tem uma legislação própria de dedução e/ou isenção, é interessante que um contador seja contatado para orientar o administrador em relação aos pontos que a instituição pode obter descontos ou isenções.
 

3. Olhe para a situação da sua empresa

Antes de qualquer planejamento, é fundamental colocar na ponta do lápis a situação atual da organização, desde a sua atividade exercida, capital disponível, assim como previsões de lucros mensal e anual.

Tendo esses dados em mãos, já é possível traçar algumas estratégias em prol de atingir a taxa de lucro estipulada para o período, em face dos valores disponíveis para tal objetivo.

Um bom começo é verificar se a empresa está em um regime tributário adequado. Desse modo, se a companhia não lucra um número X por ano e está dentro de um regime tributário que demanda uma maior taxa de impostos, é provável que haja problemas no fluxo de caixa e, consequentemente, na lucratividade.

No Brasil, além da categoria de MEI, que pode faturar até R$ 81 mil por ano, ainda há os regimes do Simples Nacional (lucro anual permitido até R$ 3,6 milhões), Lucro Real (faturamento anual acima do teto de R$ 78 milhões) e Lucro Presumido (faturamento até R$ 78 milhões anual).

Portanto, o contador deve ser acionado, para junto do gestor, estipularem o melhor sistema de pagamento de tributos que esteja de acordo com a realidade orçamentária do estabelecimento e qual o melhor regime para a empresa no que se refere à redução de impostos.
 

4. Busque descontos e isenções

Depois de certificar-se que está no regime tributário correto, é hora de traçar estratégias visando isenções e descontos fiscais.

Pesquise se há no seu município alguma política que possibilite a dedução/isenção sob algum tributo local. Verifique também se há algum tipo de incentivo fiscal para o tipo de atividade exercida por sua empresa.

Outro ponto que gera economia é o pagamento das obrigações acessórias, as quais variam conforme cada regime de tributos. Logo, tome conhecimento sobre a taxa de pagamento mais em conta para o seu negócio.
 

5. Separe o profissional do pessoal

Misturar os lucros pessoais com a renda da empresa é algo muito prejudicial ao empreendedor. Desse modo, cuide para não misturar as suas finanças particulares com os rendimentos da empresa, uma vez que isso pode gerar um maior valor de tributos e, dessa maneira, influenciar negativamente no lucro do negócio.
 

6. Revise as metas e invista na terceirização

Nunca é demais reforçar que o empresário precisa revisar suas metas, de maneira a fazer uma avaliação contínua do desempenho fiscal da organização, pois isso ajuda a notar aquilo que está dando certo e o que pode ser melhorado. 

Com isso, contratar uma empresa que terceirize os serviços de contabilidade pode ser uma alternativa de maior controle e gestão sobre todos os processos fiscais e tributários, principalmente se seu estabelecimento não lida diretamente com números. 

A boa notícia é que atualmente temos no mercado softwares de gestão especializados que reúnem todas as atividades da empresa em uma plataforma integrada às obrigações tributárias. 

Dessa forma, com automação das tarefas e a organização dos dados pelo sistema inteligente, os gestores têm mais tempo para a realização de outras atividades.

Conclusão

É fato que uma empresa de sucesso preza pelo cumprimento das obrigações fiscais, mas isso não significa que a própria não possa buscar seus direitos quanto a redução de tributos, no intuito de economizar recursos e manter um bom capital de giro.

Tendo isso em vista, é importante que sejam respeitados os entes legisladores, a fim de evitar problemas de multas ou risco judiciais. Assim, é essencial que o gestor conheça a fundo sua empresa e, se possível, conte com o apoio de uma assessoria contábil no intuito de situá-lo sobre o que é legal ou não quando o assunto é a redução/dedução de tributos.

Portanto, procure se informar sobre como pagar menos impostos. Dessa forma, sua empresa ganha mais fôlego para investir em novos produtos e/ou serviços, ampliando seu público e as suas receitas.